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O projeto Expedição Sabença foi realizado no período de julho de 2024 a outubro de 2025. A jornada itinerante de escuta, registro e valorização das mestras da cultura oral popular regional, realizada em uma Kombi adaptada, a “Kombihome Sabença” percorreu o interior da região oeste de Santa Catarina, com o objetivo de reconhecer, ouvir, documentar e divulgar os saberes e modos de vida de mulheres guardiãs de conhecimentos tradicionais de diferentes etnias.
O projeto Expedição Sabença – Etapa Chapecó foi contemplado pelo Edital Municipal das Linguagens 2024, promovido pela Secretaria de Cultura de Chapecó, com o objetivo de criar e dar identidade à Kombi Expedição Sabença, veículo símbolo do trabalho de pesquisa da Cia ContaCausos. A proposta visou transformar a Kombi em um meio de circulação e difusão cultural, representando visualmente o propósito da companhia: percorrer o Brasil em busca da cultura popular, das sabedorias das mulheres e dos mestres das culturas tradicionais.
Durante o período de execução, foram entrevistadas 13 mulheres. Destas, 5 mestras foram selecionadas para a produção de vídeos documentais, levando em consideração as suas trajetórias nos saberes tradicionais da região.
Mestras da Cultura Popular
Etapa Oeste Catarinense
Paulina Antunes Candói
Território Indígena Toldo Chimbangue
Xapecó/SC
É Mestra das culturas populares reconhecida por sua comunidade e pela Fundação Catarinense de Cultura através do edital de Reconhecimentos de Mestres da Lei Aldir Blanc/SC 2024.
Vive na Terra Indígena Toldo Chimbangue, localizada a 14 km de Chapecó, SC, que é território reconhecido como o primeiro no Brasil a recuperar a terra tradicional que havia sido comercializada por companhias colonizadoras. Em 1986, foram demarcados 988 hectares, metade da área reivindicada. Em 2006, foram homologados mais 954 hectares. Ana da Luz Fortes do Nascimento, a Fen’Nó, liderou a luta pela terra e também atuou na recuperação ambiental orientada pelos conhecimentos ancestrais Kaingang, seu legado continua inspirando as novas gerações como a Mestre Paulina.
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Rosalina Nogueira da Silva
Linha Faxinal dos Rosa
Xapecó/SC
Reconhecida por sua comunidade e pelo Prêmio Culturas Populares 2017 – Edição Leandro Gomes de Barros, promovido pelo Ministério da Cultura. 🌿
Dona Rosa vive em Chapecó/SC e é guardiã dos modos e saberes da cultura cabocla, dedica sua vida ao cultivo e a cura através de plantas medicinais, benzimentos e também é uma guardiã das sementes crioulas — Dona Rosa é Cultura Viva - memória da terra e do cuidado. ]
Pela Associação Pitanga Rosa @apitangarosa , coletivo de mulheres rurais e urbanas sediada na comunidade Faxinal dos Rosa, Dona Rosa semeia saberes, compartilha os modos de cultivo e cura através das plantas medicinais e das boas palavras.
Conversar e escutá-la é uma consulta pro corpo e pra alma. Mestra Rosalina alimenta e fortalece as raízes da cultura popular no Oeste catarinense. 💚
🎥 Este vídeo é um pequeno recorte das nossas experiências de escuta e faz parte da @expedicaosabenca, um percurso para conhecer e celebrar as mulheres mestras que são guardiãs dos modos e saberes do povo e faz parte do novo processo de pesquisa em oralidade que dará base para a criação de uma nova dramaturgia da Cia Contacausos.
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Nadir Vergueiro
Território Indígena Toldo Chimbangue
Xapecó/SC
Nadir Vergueiro é guardiã dos saberes Kaingang. Vive na Terra Indígena Toldo Chimbangue, em Chapecó/SC.
Nos encontramos com Dona Nadir na primavera de 2024 — tempo de camomilas, o quintal estava cheio 🌱 guardei a imagem e o cheiro.
Enquanto conversávamos e ouvíamos sua história, ela tecia, paciente e firme, as cestarias que hoje nos acompanham: uma casa de passarinho, um chapéu de cipó-de-São-João e uma cestinha de taquara.
Nas mãos de Nadir, cada trançado nasce cheio de memória — é arte Kaingang, é história viva, é ancestralidade em movimento.
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Inês Marlene Basso
Caxambu do Sul/SC
Inês Marlene Basso foi reconhecida Mestra da Cultura Popular pela Fundação Catarinense de Cultura através do Prêmio de Reconhecimento de Mestres - Aldir Blanc 2024.
São mais de 45 anos dedicados à cultura popular em Caxambu do Sul, oeste de Santa Catarina. Cresceu cercada por música, dança e arte — herança viva que atravessa gerações da família. Professora aposentada, agente cultural e fundadora de diversos grupos artísticos, hoje coordena os ensaios dos Grupos de Dança Italiana Avencas @gruppo_laccio_damore , reunindo mais de 60 alunos entre crianças, jovens e adultos.
Sua trajetória é um fio que costura família, comunidade e tradição. Mestra Marlene mantém as Danças Folclóricas e a memória italiana viva e dançando no Oeste de Santa Catarina.
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Carmen Tereza Salvini
Pinhalzinho/SC
Carmen Tereza Salvini vive em Pinhalzinho/SC e foi reconhecida Mestra da Cultura Popular pelo Edital Culturas Populares edição Selma do Coco no ano de 2018.
A Carmen é daquelas mulheres que "sabem fazer chá pra curar qualquer coisa" e como uma boa mestra também cuida da alma de quem esteja por perto. Arte educadora, produtora e gestora cultural ela dedica sua vida a preservar a memória, os saberes e os fios invisíveis que costuram a cultura popular do nosso território.
Através da Expedição Sabença, sentamos para escutar suas histórias e aprender com a sua experiência na pesquisa do patrimônio imaterial, na comunicação museal e na gestão cultural. Um encontro daqueles que ampliam o olhar e fortalecem a rede de quem trabalha com memória e cultura.
Carmen é diretora da Catavento Produção Cultural, referência em pesquisa, expografia, projetos culturais e preservação da história regional. Sua caminhada inspira e reafirma a importância de registrar, proteger e celebrar aquilo que somos.
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Contrapartida Social
Roda de Mestras
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No sábado, 04/10/2025, a família da Dona Paulina se reuniu e abriu a roda para receber a comunidade em uma linda celebração pelo reconhecimento do Prêmio de Mestres da Cultura Popular Aldir Blanc 2024.
Através da nossa @expedicaosabenca, sob orientação da Professora Antropóloga Adiles Savoldi, realizamos a reunião de históricos, entrevistas e a sistematização do material de comprovação da trajetória da Mestra Paulina como guardiã dos saberes Kaingang, para a inscrição no prêmio de reconhecimento da Fundação Catarinense de Cultura.
Mestra Paulina vive na Terra Indígena Toldo Chimbangue, localizada a 14 km de Chapecó/SC — território reconhecido como o primeiro no Brasil a recuperar uma terra tradicional que havia sido comercializada por companhias colonizadoras.
Hoje, Dona Paulina segue o legado de suas ancestrais, cultivando plantas medicinais, artesanato e histórias que fortalecem a memória coletiva Kaingang e inspiram as novas gerações. 💚
Agradecemos com carinho aos amigos e amigas que estiveram presentes, aos estudantes da UFFS que participaram da roda e, especialmente, ao acolhimento generoso da Família Antunes.
Galeria do Projeto














